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Quais são os Itens de Ensaio de Chapas Coloridas? Normas de

Ensaios mecânicos2026-10-25

Chapas coloridas, também denominadas chapas de aço revestidas e pré-pintadas, consistem em substrato metálico com camada metálica de proteção e sistema de pintura aplicado em processo contínuo. O desempenho desses produtos depende de propriedades mecânicas, de aderência do revestimento, de resistência à corrosão e de características superficiais. O presente artigo organiza os principais itens de ensaio aplicáveis a chapas coloridas, incluindo referência normativa, preparação de amostras, ensaios de tração e dobramento, avaliação de espessura e aderência de revestimento, corrosão acelerada por névoa salina e controle de dureza, brilho e cor. A correta execução desses ensaios permite verificar a conformidade do produto com especificações técnicas e requisitos de aplicação em coberturas, fechamentos e componentes arquitetônicos.

Referência

A caracterização de chapas coloridas apoia-se em normas de dois grupos: normas de produto, que definem requisitos e classificação, e normas de método, que fixam procedimentos de ensaio. No âmbito internacional, destacam-se as séries ISO e EN relativas a chapas de aço contínuas revestidas por imersão a quente e pré-pintadas, além de métodos ASTM para propriedades mecânicas e resistência à corrosão. Em âmbito nacional, normas ABNT e especificações técnicas de projetos industriais estabelecem limites de aceitação. A seleção normativa deve considerar o substrato, o tipo de revestimento metálico e o sistema de pintura. Quando o cliente indica norma estrangeira, o laboratório verifica a correspondência de condições de ensaio e de critérios de avaliação. O relatório final deve citar expressamente as edições aplicadas, evitando ambiguidade na interpretação dos resultados.

Preparação de amostras e condicionamento

A extração de amostras ocorre em lotes definidos, com peças retiradas de posições representativas da bobina ou da chapa, afastadas das bordas para eliminar regiões com distorção de corte. Os corpos de prova são identificados, limpos com solvente adequado e marcados quanto à direção de laminação, pois propriedades mecânicas variam entre direção longitudinal e transversal. Dimensões e geometria seguem os requisitos do método de ensaio correspondente, com usinagem que não altere a camada pintada quando o revestimento integra o ensaio. Antes dos ensaios, as amostras são condicionadas em ambiente controlado de temperatura e umidade, por período mínimo fixado na norma, para estabilizar as propriedades do filme de tinta. Registros fotográficos do estado inicial documentam defeitos preexistentes como riscos, bolhas ou marcas de rolete, que não podem ser confundidos com efeitos do próprio ensaio.

Ensaio de tração e dobramento

No ensaio de tração, corpos de prova padronizados são tracionados em máquina universal até a ruptura, com registro de força e alongamento. Determinam-se o limite de escoamento, a resistência à tração e o alongamento percentual, parâmetros que indicam a capacidade da chapa de conformação sem falha. A velocidade de ensaio segue a norma aplicável, e os resultados são analisados separadamente conforme a orientação do corpo de prova. No ensaio de dobramento, a amostra é dobrada sobre mandril de diâmetro especificado, geralmente em função da espessura do material, até o ângulo requerido. Avalia-se a superfície externa do dobramento quanto a fissuras no substrato e no revestimento. O dobramento com adesivo ou fita complementa a avaliação, verificando se a pintura destaca no raio de curvatura. Ambos os ensaios reproduzem esforços presentes na conformação e na instalação em obra.

Espessura de revestimento e aderência

A espessura do revestimento é medida por métodos não destrutivos, com medidor por correntes de Foucault para substratos não magnéticos ou por indução magnética sobre aço. Medem-se a camada metálica de proteção, quando acessível, e o sistema de pintura, com número mínimo de pontos por face estabelecido em norma, adotando-se a média e a distribuição dos valores. Espessuras abaixo do especificado comprometem a vida útil em serviço; excessos elevados afetam flexibilidade. A aderência é avaliada por ensaio de tração direta com dollies colados, que quantifica a força necessária para arrancar o filme, e por métodos qualitativos como corte em grade com fita adesiva, classificando a perda de aderência por escala padronizada. A combinação dos dois enfoques distingue falhas de interface entre tinta e substrato de falhas coesivas dentro do sistema de pintura.

Ensaio

de corrosão acelerada — névoa salina (NSS)
O ensaio de névoa salina neutra expõe as amostras, em câmara climática, a atmosfera de névoa de solução de cloreto de sódio com concentração, temperatura e taxa de coleta definidas em norma. Chapas coloridas são ensaiadas com e sem incisão em X na pintura, o que permite avaliar a delaminação e a propagação de corrosão a partir de dano intencional. Ao término do período especificado, examinam-sebranqueamento, empolamento, corrosão no corte e afastamento do filme junto à incisão, com medição do avanço da deterioração a partir da linha de corte. O ensaio não reproduz diretamente a atmosfera real, porém oferece comparação relativa entre sistemas de pintura e substratos em condições padronizadas. O posicionamento das amostras, o ângulo de inclinação e a supervisão das condições da câmara interferem no resultado e exigem registro durante toda a exposição.

Dureza,

brilho e cor — controle superficial
A dureza superficial do filme é determinada por lápis de dureza padronizados, traçados sobre a superfície sob carga definida, identificando-se a dureza que não risca o revestimento; alternativamente, emprega-se o pêndulo de dupla amplitude para avaliação indireta. O brilho é medido com glossmeter por reflexão especular em geometrias usuais de 60 graus, com calibração prévia em placas de referência. A cor é quantificada por espectrofotocolorimetria em sistema colorimétrico padronizado, expressando-se diferenças de cor entre amostra e padrão. Pequenas variações de brilho e cor indicam desvios de processo de pintura, espessura de filme ou envelhecimento precoce. Convém medir em múltiplos pontos da superfície, pois chapas pré-pintadas podem apresentar variação ao longo da bobina. Esses três ensaios compõem o controle superficial de recebimento e de acompanhamento do produto em serviço.

FAQ

O que influencia o custo dos ensaios de chapas coloridas?

O custo depende do número de itens solicitados, do volume de amostras e do tempo de exposição em câmara de névoa salina, item de maior duração. Ensaios de tração, dobramento, espessura e controle de brilho e cor têm menor complexidade operacional. A necessidade de repetições e a elaboração de relatório com critérios normativos específicos também integram a composição do orçamento.

Como

proceder em caso de divergência de resultados em ensaios de chapas coloridas?
Em caso de resultado contestado, admite-se reensaio com corpos de prova reserva do mesmo lote, condicionados nas mesmas condições. Verificam-se os registros de calibração dos equipamentos, os parâmetros da câmara salina e a identificação das amostras. Persistindo a divergência, ambas as partes podem pactuar ensaio em entidade independente, com metodologia e critérios de aceitação previamente definidos em contrato.

Qual

é o prazo usual de entrega do relatório de ensaio de chapas coloridas?
Os prazos variam conforme os itens contratados. Ensaios mecânicos e de superfície são concluídos em poucos dias após o condicionamento das amostras. O ensaio de névoa salina determina o prazo total, pois a exposição obedece ao período normativo especificado. O relatório final é emitido após compilação, revisão técnica e validação interna dos resultados, sem prazo fixo universal.